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MAMOGRAFIA

 

ANATOMIA E POSICIONAMENTO PARA EXAMES DE MAMOGRAFIA

Especial agradecimento a Técnica e Professora Aimar Aparecida Lopes pela liberação das imagens do Livro- "Guia Prático de Posicionamento em Mamografia", e aos seguintes autores - Henrique M. Lederman- Renato Dimenstein - Editora- SENAC

O contéudo completo foi resguardado a fim de preservar os direitos autorais dos autores.

 

http://carolambrogini.blogspot.com.br/2011/10/sobre-peitos-e-amamentacao.html

 

 

PRINCÍPIOS BÁSICOS

 

Mamografo Ge DMR+

 

 

Controle Automático de Exposição

A célula do controle automático de exposição deve ser posicionada em correspondência com a região de maior espessura a ser radiografada. Em geral, a região de maior espessura é a base da mama e a parede do tórax e por isso, a célula deve estar na primeira posição.

Função: O controle Automático de Exposição tem papel fundamental na mamografia, pois ele compensa as variações na densidade do tecido e na espessura da mama, selecionando de forma criteriosa os parâmetros técnicos de exposição, tendo também como função controlar o mAs e encerrar a geração de raios -x. Quando o sensor de radiação localizado embaixo do chassi detecta a exposição adequada ele encerra a exposição. O objetivo principal é que essa exposição produza uma densidade óptica dentro da faixa dinâmica do filme.

 

Fonte das imagens: http://rle.dainf.ct.utfpr.edu.br/hipermidia/index.php/mama/posicionamento-do-pacientemama/o-exame-de-mamografia/113-mamografia/o-equipamento-mamografico

 

 

 

 

Câmara de Ionização/Sensor/Imagem do arquivo pessoal

 

Imagem A- Equipamento sem bucky, onde é possível visualizar o local onde setá posicionado o AEC.

Imagem B- As meias-luas representam as possibilidades de posicionar a AEC.

Imagem C- Outro exemplo de posicionamento do AEC.

 

Forma correta de se colocar o chassi, posicionando-o primeiro pela parte posterior para depois inseri-lo pela parte anterior do bucky.

INCIDÊNCIA DE ROTINA CRÂNIO CAUDAL (CC)

 

Esta é a primeira incidência a ser realizada, e complementa  a  incidência médio lateral oblíqua como sendo as incidências básicas.

O feixe de radiação vai da porção superior até a inferior.

Realização da Incidência - Levante a mama para deslocar a prega inframamária, ajuste o bucky na mesma altura, coloque a mama da paciente sobre o suporte, espalhe o tecido fazendo com que a paciente relaxe o músculo peitoral. 

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=vs0d6UkKcnI

 

 

 

 

 

 

Profissional posicionada(o) do lado oposto ao lado que esta sendo posicionado.

Especial atenção nos casos do posicionamento das incidências Crânio Caudal D / E. É de grande importância que a Técnica ou Técnico se lembre que para o posicionamento da mama D o ideal é que o profissional manipule a mama sempre pelo lado oposto a fim de evidênciar melhor a inclusão da parte medial da mama no filme, o mesmo deve ser feito na incidência Crânio Caudal E.

 

 

 

 

BOM POSICIONAMENTO

Incluir os quadrantes  lateral e médial.

Com um bom posicionamento é possível mostrar toda a área de parênquima, atrás da área de gordura e mais posteriormente o músculo peitoral.

Observação - Nem sempre é possível evidenciar o músculo peitoral nas incidência Crânio Caudal, isso acontecerá em -+ 30% e dependerá da anatomia da paciente;

As mamas D, E devem estar simetricas no filme.

 

Critérios de Posicionamento para a incidência crâniocaudal segundo a apostila Mamografia: da Prática ao Controle

INCA- Instituto Nacional de Câncer

 

Posicionamento:

- Tubo vertical, feixe perpendicular à mama.

- Paciente de frente para o receptor, com a cabeça virada para o lado oposto ao exame; do lado examinado, mão na cintura e ombro para trás ou braço ao longo do corpo, com o ombro em rotação externa.

- Elevar o sulco inframamário para permitir melhor exposição da porção superior da mama, próxima ao tórax.

-Centralizar a mama no bucky, mamilo paralelo ao filme.

- Filme mais próximo dos quadrantes inferiores.

- As mamas devem ser posicionadas de forma simetricas.

- Para a melhor exposição dos quadrantes externos, pode-se tracionar a parte lateral da mama, antes depalicar a compressão.

Referências para a incidência Craniocaudal

- Parte lateral e parte medial da mama incluídas na radiografia (não" cortar "o parênquima mamário).

- Visualização do músculo grande peitoral , que pode ocorrer em 30 a 40% das imagens, notadamente com adequada elevação do sulco inframamário.

- Visualização da gordura retromamária.

- Radiografias simétricas.

 

 

INCIDÊNCIA DE ROTINA MÉDIO-LATERAL OBLÍQUA (MLO)

 

Nesta incidência visualizaremos  a maior  parte da mama, alem de melhor observar  o tecido junto a parede do tórax  e a cauda axilar. Angular o tubo de raios-X entre 40º a 70º  para permitir  o posicionamento do suporte  e filme entre o músculo peitoral da paciente e o músculo grande dorsal, dependendo do tipo físico de cada paciente. Para mulheres baixas e obesas entre 40º a  60º para mulheres altas e magras 60º a 70°.

 

http://www.youtube.com/watch?v=90cJUHOMzVk

 

 

obliqua

A imagem acima é do Livro" Doenças da Mama- Diagnóstico e Tratamento" Autores Basset. Jackson Jahan. FU. Gold

 

 

 

  mamografia  

BOM POSICIONAMENTO

O músculo peitoral deve ser visível até a altura do mamilo;

A prega inframamária deve ser incluída inferiormente, para isso gire a paciente internamente;

O tecido glandular deve aparecer bem espalhado e a mama não deve estar caída.

 

Critérios de Posicionamento segundo a apostila Mamografia: da Prática ao Controle

INCA- Instituto Nacional de Câncer

Posicionamento:

- Rodar o tubo até que o bucky esteja paralelo ao músculo grande peitoral, variando a angulação entre 30º e 60º (pacientes baixas e médias de 30º a 50º, pacientes altas, até 60º)

- Feixe perpendicular à margem lateral do músculo grande peitoral.

- Paciente de frente para o bucky com o braço do lado examinado fazendo 90º com o tórax; encaixar a axila e o grande peitoral no ângulo superior externo do bucky, puxar o peitoral e a mama para o bucky (colocar a mama para cima, "abrindo o sulco inframamário); rodar a(o) paciente o lado oposto ao exame para fora) e comprimir.

- Centralizar a mama, mamilo paralelo ao filme.

- Filme mais próximo dos quadrantes externos.

- As mamas devem ser posicionadas de forma simétrica com a mesma angulação.

Referências para a incidência Médio-lateral Oblíqua

- Músculo grande peitoral até o plano do mamilo ou abaixo, com borda anterior convexa.

- Sulco inframamário incluído na imagem.

- Visualização da gordura retromamária - se não for possível colocar o mamilo paralelo ao filme , sem excluir o tecido posterior, deve-se realizar incidência adicional da região retroareolar (em MLO ou CC).

- Radiografia simétricas.

- Radiografias com a mesma inclinação.

- Evitar incluir o peitoral menor.

 

 

 

 

MAMA MASCULINA

 

 

GINECOMASTIA MASCULINA
Paciente do sexo masculino, 42 anos relatou aumento das mamas há 8 meses.

IMAGEM GENTILMENTE CEDIDA PELA TÉCNICA ANA DINIZ

Tecnóloga em Radiologia na empresa Hospital Pedro I

 

 

 

BOM POSICIONAMENTO

Segue os mesmos critérios que as mamas femininas.

 

 

INCIDÊNCIAS COMPLEMENTARES

 

PERFIL ABSOLUTO LATEROMEDIAL (LM) / PERFIL ABSOLUTO MEDIOLATERAL (ML)

Critérios para uma boa incidência em Perfil Absoluto 90º.

 

A imagem deve incluir todo o corpo glandular;

A mama deve estar bem espalhada;

A prega mamária deve ser visualizada.

 

Médio-Lateral - O feixe de raios x vai da região-medial para a lateral e o bucky fica posicionado na região lateral da paciente.

Látero-Medial - O feixe de raios x vai da região lateral para a medial e o bucky fica posicionado na região medial da paciente.

 

 

 

INCIDÊNCIA COMPLEMENTAR CAUDOCRANIAL (RCC)

Aparelho a 180º

 

 

caudocranial

 

 

 

INCIDÊNCIA COMPLEMENTAR CRÂNIO CAUDAL EXAGERADA (XCC)

 

 

Paciente posicionada em incidência crânio- Caudal exagerada, onde o tubo deve ser angulado cerca de 5º, erguendo o lado referente à mama que será radiografada. Posicionar a paciente como em uma radiografia crânio- caudal, girando o corpo da paciente, de modo que a região lateral da mama possa ser tracionada e radiografada.

 

As áreas cinzas mostram as regiões que deixam deser visualizadas nas incidências em crânio-caudal exagerado.

Paciente posicionada em incidência crânio-caudal exagerada, onde o tubo deve ser angulado cerca de 5º erguendo o lado referente à mama que será radiografada. Posicionar a paciente como em uma radiografia crânio-caudal, girando o corpo dela de modo que a região lateral da mama possa ser tracionada e radiografada.

 

Observação: Algumas citações se referem à incidência de cleópatra, apenas como uma variação da incidência (XCC), sendo realizada com o tubo vertical, feixe perpendicular à mama e a paciente bem inclinada sobre o Bucky.
Escolher entre realizar XCC ou ”Cleópatra” depende apenas da facilidade de posicionamento para cada paciente, pois as duas incidências têm o mesmo resultado radiográfico. "Curso de Atualização em Mamografia, 2016)

 

 

INCIDÊNCIA COMPLEMENTAR CLEÓPATRA

 

 

A paciente é posicionada de modo que o seu corpo fique inclinado, assemelhando-se à posição de Cleópatra deitada sobre o divã ( daí o nome da incidência). Caso seja necessário o bucky pode ser angulado de 5º a 15º graus para facilitar o posicionamento de pacientes com menor mobilidade de corpo. A mama é comprimida de forma a enfatizar a região lateral.

Observação: Algumas citações se referem à incidência de cleópatra, apenas como uma variação da incidência (XCC), sendo realizada com o tubo vertical, feixe perpendicular à mama e a paciente bem inclinada sobre o Bucky.
Escolher entre realizar XCC ou ”Cleópatra” depende apenas da facilidade de posicionamento para cada paciente, pois as duas incidências têm o mesmo resultado radiográfico. "Curso de Atualização em Mamografia, 2016)

 

 

 

 

INCIDÊNCIA COMPLEMENTAR CLIVAGEM / CLIVAGE/ INCIDÊNCIA DE VALE / ESCOTE OU EXAGERADA MEDIAL

Significado da palavra clivar: dividir ou separar por planos e níveis.

Esta incidência é raramente usada uma vez que ela serve para analise das regiões mediais da mama.

Como a fotocelula não é coberta pela mama, a exposição deve ser manualmente (técnica manual do aparelho).

 

 

Clevage

Imagem do arquivo pessoal.

 

 

 

INCIDÊNCIA COMPLEMENTAR AXILAR ( AX)

Essa incidência pode ser útil quando há suspeita de nódulos na região axilar e que não pode ser visualizada na incidência médio-lateral-oblíqua. O tubo de raios-x é angulado 45º. A região da axila e a parte superior do braço são colocados sobre o bucky, de modo que a parte posterior do braço da paciente fique quase desbruçada.

É usada para encontrar os achados na porção mais alta da mama, que não são vistas na incidência MLO.

 

 

 

 

MANOBRAS UTILIZADAS EM EXAMES DE MAMOGRAFIA

 

PARA MELHOR ENTENDIMENTO.

São posicionamentos especiais que podem ser realizados em qualquer incidência com a utlização de acessórios ou angulações.

 

 

 

SPOT / LOCALIZADA COMPRESSÃO SELETIVA SIMPLES E MAGNIFICAÇÃO (AMP)

 

 

 

PLATAFORMA DE AMPLIAÇÃO COM MAGNIFICAÇÃO DE 1.8 PARA MICROCALCIFICAÇÕES

Imagem arquivo pessoal

 

  microcalcificações

 

 

MANOBRA DA MÃO ROLADA/ ROTACIONADA/ ROCAMBOLE

 

 

  maorolada maorodada resultado

 

exame resultado

 

 

 

MANOBRA TANGENCIAL (TAN)

 

 

 

 

 

 

 

Para diagnóstico diferencial entre lesões cutâneas, cicatrizes cirúrgicas, verrugas, calcificações cistos sebáceos . Realizar incidência com o feixe de raio X tangenciando a área com o marcador metálico, pode-se realizar em qualquer incidência, desde que o feixe de raio X tangencie a área com o marcador. Se a lesão for de origem cutânea , será identificada na pele.

 

 

 

MANOBRA DE EKLUND

 

silicone

IMAGEM 1 - Posicionamento da mama com a prótese tracionando a mama e a prótese. Esta tem por finalidade estudar mama e , principalmente, a parede da prótese. IMAGEM 2 - Manobra de Eklund (1º PASSO)- Com uma das mãos deve-se tracionar somente a mama e, com a outra, massagear a prótese para que esta saia do campo da radiografia.

siclicone

IMAGEM 3 - Manobra de Eklund(2º PASSO) - Somente a mama deve ser comprimida, e a prótese retirada para fora do campo da radiografia.

IMAGEM 4 - Manobra de Eklund(3º PASSO)- A compressão é concluida é o resultado final será uma radiografia livre da prótese.

Pós Manobra de Eklund.

A imagem acima é do Livro" Doenças da Mama- Diagnóstico e Tratamento" Autores Basset. Jackson Jahan. FU. Gold

 

 

A importância da manobra de Eklund
Paciente 57 anos teve câncer na mama esquerda há 5 anos, imagem com a presença de fios de sutura..

IMAGEM GENTILMENTE CEDIDA PELA TÉCNICA ANA DINIZ

Tecnóloga em Radiologia na empresa Hospital Pedro I

 

 

 

 

Achado Mamográfico

Prótese Salina

 

Fonte:TIPOS DE IMPLANTES MAMÁRIOS (PRÓTESE DE MAMA). http://clinicaplenna.blogspot.com.br/2010/03/tipos-de-implantes-mamarios-protese-de.html

Data de pesquisa: 30/08/2016

 

 

Implantes mamários Salinos foram os primeiros a serem fabricados na França, em 1964, introduzido por Arion. Tinham como objetivo de serem colocados cirurgicamente através de pequenas incisões.

Os implantes Mamários Salinos atuais são fabricados com um envoltório mais espesso do que as gerações anteriores de implantes, sendo vulcanizados a temperatura ambiente. Estes envoltórios são feitos de um elastômero de silicone e após o implante ser introduzido no corpo, os implantes são preenchidos com soro fisiológico (solução salina).

 

O tamanho da incisão para a introdução dos implantes salinos é menor do que a necessária para a introdução dos implantes preenchidos com gel de silicone, porque eles são inseridos cirurgicamente vazios, ao passo que os de gel de silicone já vêm preenchidos de fábrica com um gel de silicone, com volumes específicos. Um único fabricante (Poly Implant Prosthesis, França) produziu um modelo de implantes salinos pré-cheios. Estes implantes são relatados como os que possuem a taxa mais elevada de insucesso cirúrgico. Os implantes de solução salina foram os mais comumente utilizados nos Estados Unidos durante a década de 1990, devido às restrições que existiam sobre os implantes preenchidos com gel de silicone, sendo raramente usados em outros países.

 

 

Fonte: Imagem gentilmente pela técnica Renata Braghiroli, 30/08/2016

 

SINAL DE LINGUINE EM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.

 

O sinal do linguine é um dos achados de imagem da ruptura intracapsular de um implante mamário. Após a colocação de um implante, uma cápsula fibrosa (cicatriz) se forma ao redor dele. Em uma ruptura intracapsular, o conteúdo do implante é contido pela cicatriz fibrosa, enquanto a cápsula aparece como um grupo de linhas curvilíneas com hiposinal: o sinal do linguine. Embora tenho sido mais comumente descrito na ressonância magnética, esse sinal pode, ocasionalmente, ser visto na tomografia computadorizada.

Fonte: Liga de Diagnóstico por Imagem - UFCSPA

https://www.facebook.com/lidiufcspa/

MAMOGRAFIA: PASSADO, PRESENTE E FUTURO

 

Video gentilmente cedido pela Técnóloga- Cristiane Santos-www.famesp.com.br

 

Carimbo

Esquema de quadrantes da mama para descrição de alterações de pele tais como: verrugas, cicatrizes e outras.

(Clélia Magalhães)

 

Livros Mamografia recomendados

"Guia Prático de Posicionamento em Mamografia", Aimar Aparecida Lopes e aos seguintes autores - Henrique M. Lederman- Renato Dimenstein - Editora- SENAC - Especial agradecimento pela colaboração

 

Posicionamentos Radiológicos

Autora: Nancy de Oliveira Costa

 

Doenças da Mama- Diagnóstico e Tratamento"

Autores Basset. Jackson Jahan. FU. Gold

 

 

 

 

incio